A criação de uma Reserva Extrativista pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) englobando os municípios de Manicoré (distante 332km de Manaus) e Apuí (distante 453km da capital) com impacto na vida econômica de mais de 60 mil habitantes somente nesses municípios, é tema de reunião nesta terça-feira (5), às 14h, no Plenário Ruy Araújo, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEA-AM), entre representantes do Instituto Chico Mendes (ICMBio), da Comissão de Assuntos Municipais da ALE-AM e prefeitos, para explicar a proposta e quais os reflexos para os municípios no Sul do Amazonas.
Para o presidente da Comissão de Assuntos Municipais (COMAM), deputado Platiny Soares (PV), é importante que o ICMBio apresente o projeto da Reserva Extrativista (Resex), com seu tamanho, coordenadas geográficas, estudo de impacto ambiental, econômico, social e geopolítico aos municípios abrangidos.
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“É imprescindível que o Amazonas seja sempre vanguarda na preservação ambiental e resguarde aos seus habitantes a possibilidade crescer de forma sustentável sua economia, no entanto, a criação de uma Resex deve ser bem analisada para que não provoque o efeito oposto aos moradores das localidades onde ela ficará”, comentou Platiny Soares.
Para debater o assunto em âmbito municipal a Prefeitura de Apuí criou em março uma Comissão Especial para dialogar com o ICMBio. Nos dias 28 e 29 de abril o ICMBio promoveu nos municípios de Manicoré e Apuí uma consulta pública para perguntar aos moradores se concordavam com a criação da reserva extrativista. Diante do impasse a COMAM foi oficialmente interpelada para participar o diálogo.
“Dentro da área prevista para a criação da reserva existem pequenos produtores rurais e agropecuários, além da extração de seixo que atende todo o estado, e a pesquisa de minas manganês para alimentar a produção de aço nacional. Precisamos promover esse debate e dirimir quaisquer duvidas sobre a viabilidade ou não dessa nova reserva”, afirmou o coordenador da COMAM, Júlio Cesar Correa.