Eliminar dinheiro nos coletivos não reduz violência, dizem rodoviários em protesto na Aleam
O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, disse que a decisão não inibe os assaltos e ainda gera desemprego.
Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) lotaram a galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (23), para protestar contra a decisão de eliminar o uso de dinheiro nos coletivos para evitar assaltos. Em Cessão de Tempo cedida pelo deputado Wanderley Dallas (PMDB) e acatada pela Mesa Diretora, o presidente do sindicato, Givancir Oliveira disse que a decisão não inibe os assaltos e ainda gera desemprego.
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De acordo com o sindicalista, para evitar assaltos e dar mais segurança aos passageiros o governo precisa dotar os coletivos de maior segurança. Ele disse que os bandidos não roubam somente os cobradores, mas também os usuários do sistema que perdem relógios, cordões, celulares, carteira, entre outros pertences “Afora os estupros, que são constantes, principalmente à noite”, assegurou.
Segundo Givancir Oliveira, se vingar a proposta da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM) de substituir o dinheiro por cartões eletrônicos e tirar o cobrador dos coletivos, mais de quatro mil trabalhadores vão ficar sem emprego, um problema social a mais para o governo resolver. “Diariamente os microônibus, que funcionam somente com o motorista, são roubados, inclusive os Transportes Especiais feitos para o Distrito Industrial”, disse.
Investigação
A proposta de Givancir Oliveira é que se faça investigação em cada assalto realizado dentro dos ônibus. Em mais de mil assaltos em coletivos na capital amazonense, ele disse que não houve um inquérito para identificar quem roubou, apesar dos ônibus terem câmeras. “As informações só servem para engrossar as estatísticas”, assegurou.
A deputada Alessandra Campêlo (PMDB), que apoia a luta da categoria na defesa dos seus empregos, disse que, hoje, ser motorista e cobrador de ônibus se tornou uma profissão de risco. “Saem para trabalhar, mas não sabem se voltam para casa”, lamentou, cobrando mais investimentos para a área de segurança pública do Estado.
No final da Cessão, o deputado Wanderley Dallas disse que está solicitando uma Audiência Pública a ser realizada na Aleam, ainda neste ano, para aprofundar a discussão e encontrar alternativas.
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