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Facebook demite estagiário que revelou falha de privacidade no Messenger

Por Hugo Guimarães

14/08/2015 às 11:12

Uma dica para quem quer trabalhar no Facebook: não vá além do permitido. Lembra do rapaz que criou o “Mapa do Maroto” com os dados de localização do Messenger? Pois então, ele perdeu o estágio que estava prestes a iniciar na companhia.

Enquanto aguardava o início do estágio, Aran Khanna – um estudante de Harvard – resolveu começar os trabalhos antes do tempo. Ele se preparou para o trabalho no Facebook criando a extensão do Chrome que expôs como a companhia armazenava os dados de localização de todos os seus usuários — o que deixou muita gente assustada.

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As configurações padrão do Messenger para Android compartilhavam detalhes de localização para qualquer pessoa que tivesse trocado mensagens com o usuário, até mesmo de quem não era amigo dele.

Khanna nomeou a extensão de “Marauder’s Map” (nome original de Mapa do Maroto, em inglês) e ela fazia exatamente o que o nome prometia: desenhava o trajeto de cada usuário em um mapa. Isso acabou chamando a atenção para a forma extensiva em que o Facebook monitorava localizações. Algumas pessoas ficaram malucas quando souberam quão preciso era o rastreio do Messenger caso o compartilhamento de localização estivesse ligado. Khanna escreveu sobre o caso e explicou por que criou a extensão:

“Decidi escrever essa extensão porque nos dizem constantemente como estamos perdendo a nossa privacidade com o aumento da digitalização das nossas vidas, entretanto, as consequências nunca parecem tangíveis”.

Um dia após ter escrito o post, o Facebook entrou em contato com Khanna e pediu a ele para não falar com a imprensa. Ele concordou. Dois dias depois, a rede pediu ao estudante para desativar a extensão. Ele concordou. No terceiro dia, Khanna perdia o estágio no Facebook. Nove dias depois, a rede lançou uma atualização que lidava com o compartilhamento de localizações do Messenger. Então, mesmo que o estudante tenha se ferrado, a descoberta dele causou uma melhoria de privacidade ao app.

O site Boston.com conversou com Khanna, que disse inicialmente ter perdido o estágio por ter fuçado nos dados do Facebook. Mas ao explicar que fez uso de dados públicos da rede, o Facebook deu outra desculpa: o post que ele escreveu sobre o caso.

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Khanna recebeu um email do diretor de recursos humanos e recrutamento do Facebook que dise a ele que o post dele não atingia os altos padrões éticos esperados dos estagiários. Foi dito a Khanna que a extensão que ele havia criado não era o problema, mas, sim, a forma como o blog dele descreveu como o Facebook coleta e compartilha dados.

Perguntei ao Facebook sobre a situação de Khanna, e a empresa simplesmente não acha que as configurações antigas do Messenger tinham um problema de segurança.

“É uma história revisionista que convenientemente omite alguns pontos importantes. Primeiro, nós começamos a desenvolver melhorias para o compartilhamento de localização meses atrás, baseados nas opiniões de pessoas que usam o Messenger”, nos disse um representante do Facebook.

“Segundo, o mapa usava dados do Facebook de uma forma que viola os nossos termos, e estes termos existem para proteger a privacidade e segurança dos usuários. Apesar de pedirmos repetidamente para ele remover o código, o criador deixou a ferramenta funcionando. Isso é errado e é inconsistente com a forma que pensamos em servir a nossa comunidade”.

Então, no mundo do Facebook, nunca existiu nenhum problema e Khanna é um vilão por ter criado uma ferramenta que expõe a quantidade de dados que empresas coletam de você… mesmo que ela tenha atualizado o app depois de tudo isso. Então tá.

Zuckerberg dizia em uma carta aos investidores que um dos cinco valores do Facebook é que seus funcionários devem ser audaciosos. Mas isso só fica bonito no papel, pelo jeito. [Boston.com via Harvard Journal of Technology Science]

Fonte: Olhar DIgital

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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