Faixa Azul, a faixa da vergonha!
Criada com o pretexto de melhorar a mobilidade urbana e diminuir os transtornos no trânsito de Manaus, a Faixa Azul é símbolo do mal planejamento do Poder Público na capital amazonense.
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Milhões de reais foram investidos e o insucesso é evidente, já que pouco mais de 80 veículos do transporte coletivo estão autorizados a circular na via. Muito porquê a sensibilidade e a visão de futuro, foram deixadas de lado, para que ações de faixada fossem vistas pela grande mídia e os turistas, que vieram à cidade nos períodos de Copa do Mundo e Olímpiadas.
Manaus, que há tempos figura como uma das principais metrópoles do país, não precisa de medidas paliativas para desafogar seu trânsito caótico, e sim de ações que envolvam ampliação da malha viária, com a expansão de principais vias, como as Avenidas Constantino Nery, Djalma Batista, Torquato Tapajós, entre outras, que tiveram seu entorno ocupados por grandes empresários, que aproveitaram das vistas grossas dos gestores, para rasgarem o Plano Diretor da cidade. Lei da qual, poucas pessoas se lembram, ao construir qualquer empreendimento na cidade.
A faixa azul está sendo um exemplo não apenas da ineficiência da prefeitura em solucionar a caótica mobilidade do município, mas principalmente uma amostra da soberba, em especial, da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), com seus “engenheiros” e “analistas” de trânsito, que insistem em ideias que se contrapõem aos anseios na população, enfiando goela abaixo suas soluções controversas, não aceitam sugestões ou sequer observam os efeitos das suas experimentações no trânsito.
As medidas ilógicas beneficiam uma parcela ínfima da população que usam os ônibus da faixa azul, mas prejudicam a vida não apenas dos motoristas dos veículos de passeio, mas também o fluxo de 90% da frota atual que enfrenta o mesmo engarrafamento desses veículos diariamente.
É evidente, que as administrações públicas preocupadas em captar recursos para suas campanhas, aproveitam dos momentos eleitorais, para apresentar projetos de grande impacto, mas no caso da Faixa Azul, que é um tiro no pé, do atual gestor, o preço foi alto. Vidas foram ceifadas, nos principais pontos da Faixa. O que ocasionou tais mortes?
Imprudência dos condutores, imprudência dos pedestres, descaso dos órgãos competentes? As famílias, os usuários, a sociedade como um todo precisa dessas respostas.
Mais do que de obras, os manauaras precisam de compromisso dos eleitos, com suas vidas. Respeito e atenção aos seus anseios, precisam participar das decisões, e não que medidas como essas sejam empurradas goela abaixo, deixando a sensação de revolta e caos.
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