Mundo

Mundo


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

FAO defende eficácia de programas sociais no combate à pobreza e à fome

Um relatório anual divulgado em Roma mostrou a eficácia dos programas.

Por Hugo Guimarães

13/10/2015 às 11:44

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) defendeu hoje (13) a eficácia dos programas de proteção social para reduzir a pobreza e a fome, que permitiram tirar 150 milhões de pessoas da extrema pobreza desde 2013.

O relatório anual sobre o estado mundial da agricultura e da alimentação da FAO, divulgado em Roma, mostrou que esses programas são realmente eficazes.

Segundo o documento, a proteção social “não reduz o esforço de trabalho”, mas incentiva o investimento na agricultura e em outras atividades econômicas.

PUBLICIDADE

Para que esses programas tenham êxito, é importante a seleção eficaz dos beneficiários e as transferências adequadas, de acordo com a FAO.

A organização destacou que a proteção social (que inclui assistência social, bem-estar social e proteção do mercado laboral) não só contribui para aumentar o consumo, mas para elevar os rendimentos das famílias e a sua capacidade de produzir alimentos.

Em todo o mundo estima-se que cerca de 2,1 bilhões de pessoas – um terço da população – recebem alguma forma de proteção social, ainda que as diferenças sejam notáveis entre as regiões.

“A maioria dos países, incluindo os mais pobres, podem pagar programas de proteção social potencialmente importantes na luta contra a pobreza”, diz o relatório. O texto lembra que em alguns países o apoio de doadores é essencial a curto e médio prazo para manutenção dos programas.

“Nos países em desenvolvimento, há experiências bem-sucedidas com programas de grande escala que ajudam os mais pobres e vulneráveis, como por exemplo no Brasil, na Etiópia, Índia e no México, dando impulso à reavaliação do valor e do papel desses programas de combate à pobreza e à fome, bem como à desigualdade social e política. Houve rápida expansão dos programas sociais e de proteção nas últimas duas décadas”, destaca o documento.

O relatório cita como exemplo o Bolsa Família (programa de transferência de renda), que abrangeu cerca de 14 milhões de famílias em 2015, correspondendo a 24,5% da população brasileira, e citou as políticas afirmativas para combater a desigualdade de gênero. nas áreas rurais.

PUBLICIDADE

Com o objetivo de romper o círculo vicioso da pobreza, a organização promove os programas dirigidos às mulheres para que elas disponham de mais tempo e reforcem o controle sobre os rendimentos, tendo em conta que “a má nutrição materna e infantil perpetua a pobreza de uma geração para outra”.

Além disso, a FAO apela ao aumento do poder de compra dos lares beneficiados com transferências de dinheiro, lembrando que pode haver ainda a necessidade de programas complementares para evitar outros obstáculos na produção local, como a inflação.

“A proteção social por si só não é suficiente para tirar as pessoas da pobreza”, afirma o relatório, que aponta a coordenação dessas medidas com o gasto público em programas agrícolas para melhorar o desenvolvimento rural e obter um crescimento econômico inclusivo.

A mobilização permanente dos recursos e o compromisso dos países são necessários para apoiar uma ação coordenada em nível nacional e subnacional, segundo a FAO, que admite que esse tipo de intervenção depende do contexto e das dificuldades.

Um bilhão de pessoas continuam a ser muito pobres e há outro bilhão de pobres no mundo, sobretudo em zonas rurais. Apesar de a pobreza extrema ter diminuído em muitas regiões como na Ásia oriental e no Pacífico, na África Subsaariana avançou-se muito pouco nessa questão.

Um total de 72, dos 129 países estudados pela FAO, alcançou a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU que correspondia a reduzir à metade a subalimentação até 2015.

Agora que a nova agenda de desenvolvimento busca a erradicação total da pobreza e da fome, a ONU recomenda aumento à proteção social e aos investimentos nos mais pobres, o que custaria US$ 267 bilhões anuais até 2030.

Fonte: Agência Brasil

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo é um Universo Paralelo que incessantemente pede permissão para fixar-se no terreno dos saberes.

JESUS,D.F

Últimas notícias

Manaus

Incêndio em loja de construção segue fora de controle e mobiliza sete viaturas dos Bombeiros na zona Norte de Manaus

Loja recém-inaugurada foi completamente tomada pelas chamas na zona Norte da capital.

há 2 horas

Manaus

Curto-circuito em painel de LED pode ter provocado incêndio que destruiu loja de construção em Manaus

Loja de três andares foi completamente consumida pelas chamas na noite desta quarta-feira (5), na zona Norte da capital.

há 2 horas

Manaus

Incêndio de grandes proporções destrói prédio comercial e ameaça explodir posto de combustíveis na zona Norte de Manaus

Corpo de Bombeiros atua no combate ao fogo e área foi isolada pela Polícia Militar.

há 2 horas

Política

Prefeito de Manicoré declara apoio a Roberto Cidade, mesmo sendo filiado ao partido de Omar Aziz

Lúcio Flávio (PSD) anunciou apoio ao candidato da União Progressista ao Governo do Amazonas.

há 2 horas

Manaus

Print revela comunicado do Porto de Manaus convocando funcionários para convenção do PL que confirmou Alessandro Bronze como suplente de Alberto Neto

Comunicado atribuído ao Porto promete liberação, transporte e alimentação para participação em evento político.

há 2 horas