Mais de 600 municípios brasileiros apresentam casos de microcefalia
Pelo menos 1.153 mil casos foram registrados só em Pernambuco.
Já foram notificados, até agora, 2.975 casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos de 656 Municípios, em 20 unidades da federação. Os dados são do último boletim epidemiológico do ano sobre a doença, coletados até o dia 26 de dezembro. Também estão sendo investigados 40 óbitos suspeitos de microcefalia relacionados ao Zica vírus.
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O maior número de casos foi registrado em Pernambuco (1.153), o que representa 38,76% dos casos de todo o país. O Estado foi o primeiro a identificar aumento de microcefalia no país. Em seguida, estão os Estados da Paraíba (476), Bahia (271), Rio Grande do Norte (154), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (129), Maranhão (94) e Piauí (51).
Em novembro, o Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, medida utilizada para dar maior agilidade às investigações, realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e Municipais de saúde. Também está em funcionamento, desde o dia 10 de novembro, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), um mecanismo de gestão de crise que reúne as diversas áreas para responder a esse evento.
Zica
Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas.
A área técnica de Saúde da Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que, além das complicações causadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a quantidade de casos registrados de microcefalia por conta da transmissão vertical do Zika vírus – da mãe para feto – é dado bastante preocupante. A microcefalia é exemplo que, ademais dos sintomas momentâneos, os infectados pelo vírus também podem ter problemas permanentes de saúde.
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A CNM tem atuado, ativamente, junto aos gestores municipais. Ações em defesa dos Municípios têm sido desenvolvidas como a participação da diretoria da entidade em reuniões com a presidência da República e a reivindicação de Portaria 1.025/2015, por meio de ofício protocolado em órgão do governo federal.
A portaria estabelece: recebimento de recursos federais para combate à doença e ao mosquito transmissor; o estabelecimento de incentivo emergencial de custeio, sem prazo de duração determinado; o direcionamento, da União em conjunto com os Estados, de auxílio técnico, estrutural e financeiro aos Municípios; e, principalmente, o pagamento integral e em dia dos repasses para os meses de dezembro e janeiro.
*Agência CNM
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