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Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional busca invalidar condenação no STJ por crime de peculato no STF

A data exata para o julgamento no STF ainda não foi definida.

Por Hugo Guimarães

22/05/2023 às 08:42 - Atualizado em 22/05/2023 às 13:29

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar em sessão presencial o pedido do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT-AP), para anular uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o condenou por peculato. A condenação está relacionada a acontecimentos ocorridos durante o mandato de Góes como governador do Amapá.

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A data exata para o julgamento no STF ainda não foi definida. O caso estava em análise em uma sessão virtual da 1ª Turma que teve início na sexta-feira (19). No entanto, um pedido de destaque feito pelo ministro Roberto Barroso interrompeu a análise e encaminhou o processo para um julgamento físico, permitindo o debate entre os magistrados.

O colegiado estava avaliando um habeas corpus apresentado pela defesa de Góes. Os advogados solicitam a anulação do acórdão do STJ e o encaminhamento do processo para julgamento no Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP), com o pedido para que seja estendida a Góes a mesma absolvição concedida a outros réus no mesmo caso pelo tribunal. Em 2021, o relator, ministro Roberto Barroso, e Marco Aurélio (aposentado) votaram contra o pedido da defesa. Naquela ocasião, Alexandre de Moraes solicitou mais tempo para análise.

Agora, no reinício do julgamento, Moraes divergiu e votou a favor da defesa de Góes, concedendo o habeas corpus para absolvê-lo da acusação de peculato. Ainda faltam os votos de Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Ao votar a favor de Góes, Moraes entendeu que o ex-governador utilizou valores retidos de empréstimos consignados de servidores para atender a outras prioridades públicas, sem obter benefício pessoal. “Dessa forma, ao verificar que o recurso desviado foi utilizado estritamente para fins públicos, em benefício da própria Administração, é imperativo reconhecer a ausência do crime de peculato-desvio”, afirmou.

Góes foi acusado de reter e desviar valores destinados ao pagamento de empréstimos consignados de servidores do Amapá entre 2009 e 2010. Sob a justificativa da dificuldade financeira do estado, as quantias continuaram sendo descontadas dos salários dos funcionários, mas foram utilizadas para outras despesas em vez de serem repassadas às instituições financeiras credoras.

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Em 2014, ele foi absolvido por falta de provas na primeira instância da Justiça do Amapá, período em que não ocupava mais o cargo de governador. No entanto, após retornar ao cargo em 2015, o recurso do Ministério Público contra a absolvição foi encaminhado ao STJ, que acabou condenando Góes a seis anos e nove meses de reclusão.

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Redação AM POST

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