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Saúde

Oficina estimula o diálogo sobre a Saúde Mental

A oficina foi organizada para promover o diálogo sobre as diretrizes da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

  • Por AM POST

  • 18/09/2015 às 14:23

  • Atualizado em 18/09/2015 às 14:24

  • Leitura em quatro minutos

Profissionais de saúde e representantes da sociedade civil organizada estiveram reunidos nesta sexta-feira, 18, em uma oficina sobre o tema “Saúde Mental – subjetividade e território”. O evento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Adrianópolis, zona Centro-Sul. A programação é uma iniciativa do órgão com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e a promoção de uma série de oficinas buscando estimular a discussão em Saúde Mental. Pesquisadores, estudantes, familiares e usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) participaram das atividades.

A oficina foi organizada para promover o diálogo sobre as diretrizes da Reforma Psiquiátrica Brasileira. “A estratégia visa rever as práticas de cuidado ao cidadão na Atenção Primária e a relação com o território enquanto espaço vivo e de troca de relações”, explicou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão.

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A gerente da Rede de Atenção Psicossocial da Semsa, Efthimia Simões Haidos, explicou que as oficinas também são uma forma de promover a integração entre os profissionais da rede de atendimento, envolvendo os serviços disponibilizados pela Prefeitura de Manaus e pelo Governo do Estado.

“A meta principal é fortalecer a rede de atendimento em Saúde Mental, encorajando a aproximação e a troca de informações entre os profissionais e os serviços. É importante que o profissional saiba a melhor forma de atuar junto ao paciente, para onde encaminhar e que conheça os serviços existentes na rede de atendimento”, explicou a gerente.

Os participantes discutiram o atendimento de um paciente com transtorno mental vivendo na rua. “Esse é um tipo de caso em que o atendimento em Saúde Mental sai do espaço da clínica, quando o profissional tem, até certo ponto, um controle da situação, e precisa ir até o paciente, lidando com questões inesperadas. E nessas situações o profissional de saúde precisa estar preparado sobre como agir”, destacou a psicóloga Mariana Pelizer, palestrante da oficina e doutoranda em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/São Paulo).

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A psicóloga Luciana Diederich, uma das coordenadoras do evento e técnica responsável pela Rede de Atenção Psicossocial do Distrito de Saúde (Disa Sul), explicou que o Ministério da Saúde realizou a qualificação de profissionais de secretarias municipais e estaduais de municípios brasileiros por meio do chamado Percurso Formativo da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “As oficinas que estão sendo realizadas representam um dos resultados desse processo de qualificação para o fortalecimento da Saúde Mental no Sistema Único de Saúde”, informou a psicóloga.

A Semsa também tem buscado expandir a rede de atendimento, preparando a inauguração de mais dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps), com previsão de iniciarem os serviços no mês de outubro deste ano, um deles para atender pessoas com histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas, funcionando 24 horas.

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A rede municipal já disponibiliza atendimento com um CAPS, na zona Sul, para atendimento de pacientes adultos com transtornos graves e crônicos, estimulando a autonomia e a integração social e familiar. Também existe o serviço de um Caps, na zona Leste, que atende crianças e adolescentes. “A Semsa ainda oferece atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e Policlínicas, em casos de transtornos mais leves e para o acompanhamento de pacientes já em tratamento”, informou Efthimia Haidos.

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- Letícia Butterfield

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