“Operação Inocente” prende 17 pessoas em Manaus
Ação se deu em cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva.
A Polícia Federal no Amazonas deflagrou na manhã de hoje (12), ação policial denominada ‘Operação Inocentes’*, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em prática de crimes diversos em desfavor da Capitania dos Portos em Manaus/AM, dentre os quais se destacam tráfico de influência, corrupção, falsificação de Cadernetas de Inscrição e Registro (CIR), dentre outros documentos emitidas pela Marinha do Brasil.
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As investigações iniciaram-se a partir de denúncias e documentos elaborados pela Marinha do Brasil (MB), os quais encaminhavam diversas Cadernetas de Inscrição e Registro (CIR) falsificadas, apreendidas durante fiscalizações de rotina realizadas nos rios da Amazônia.
A partir desses dados, a Polícia Federal conseguiu identificar um grupo de despachantes que atuava na falsificação e comércio ilegal desse tipo de documento. A quadrilha também contava com a participação de militares que atuavam em Manaus (AM), empresários e donos de embarcações.
A ação ocorreu, simultaneamente, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro e Pará, em cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva (dentre eles, 08 militares), 07 mandados de busca e apreensão e 12 conduções coercitivas.
Também foi decretado, a pedido da Polícia Federal, o sequestro de bens e valores dos suspeitos no valor de aproximado de R$ 2,4 milhões, além da suspensão das licenças de 08 embarcações.
Segundo o delegado Marcelo Maceiras pelo menos 80 carteiras foram apreendidas e cerca de cem inquéritos abertos para investigar a falsificação de documentos que envolve, além das Carteiras de Inscrição e Registro (CIR), documentação de embarcações e certificados de Ensino Médio. Os preços cobrados pelos falsificadores, conforme Maceiras, era de R$ 600 a R$ 1.200.
De acordo com o delegado os oito militares presos atuavam na fase de despacho das embarcações, quando é exigida, com a documentação, a CIR, assim como na fiscalização nos rios, onde o militar da Marinha tem acesso ao protocolo e pode flagrar documentos falsos. Para Marceiras todos os despachantes, militares e empresários do setor de navegação atuavam em ação conjunta para burlar a Capitania dos Portos com as falsificações. A investigação da Polícia Federal durou cerca de sete meses.
O nome da operação faz alusão ao fato de que uma boa parte dos escritórios desses Despachantes se localizava nas proximidades da Capitania dos Portos, na Rua dos Inocentes.
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