Prisões da Lava Jato puxam alta do dólar nesta quarta
Na máxima da sessão nesta manhã, o dólar chegou a atingir R$ 3,78.
A prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e do presidente do BTG Pactual, André Esteves, reacendeu as preocupações dos investidores com a capacidade do governo de aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso. Esse quadro puxa a alta do dólar nesta quarta-feira.
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Às 10h55, a moeda americana era negociada por 3,77 reais, uma valorização de 1,89% em relação ao preço de fechamento de terça-feira. Na máxima da sessão nesta manhã, o dólar chegou a atingir 3,78 reais depois de avançar mais de 2%.
O avanço interrompe algumas semanas de tranquilidade no mercado de câmbio. O dólar chegou a cair abaixo de 3,70 reais nesse período, embalado por aparente trégua no cenário político, que permitiu a aprovação de medidas importantes para o reequilíbrio das contas públicas brasileiras.
“Dentro de uma calmaria que aconteceu em um pequeno espaço de tempo, apareceu uma incógnita. Temos que ver como isso vai se desenrolar, se vai travar a agenda legislativa, porque é o cenário político que motiva o prêmio de risco no Brasil”, disse o sócio-gestor da Absolute Investimentos, Roberto Campos.
A prisão de Amaral e Esteves acontece no âmbito da operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção na Petrobras e em outras estatais. O senador foi citado por delatores da Lava Jato como acusado de obstrução da Justiça.
Operadores temem que a prisão de Amaral sirva de novo impulso para travar votações no Congresso Nacional e dificulte ainda mais o avanço do ajuste fiscal. “O episódio pode inclusive atrapalhar a votação conjunta marcada para hoje da nova meta fiscal de 2015”, disse o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.
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