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Relatório da Polícia Federal revela que Mauro Cid planejou intervenção militar após as eleições

O relatório da PF sobre Mauro Cid e a intervenção militar se baseou na análise dos telefones de Cid, sua esposa Gabriela Santiago Cid e Luis Marcos dos Reis, militar que trabalhou com Bolsonaro.

Por Hugo Guimarães

17/06/2023 às 07:53

Segundo um relatório da Polícia Federal (PF), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria reunido documentos em seu celular com o intuito de dar suporte a um plano de intervenção militar após as eleições.

De acordo com o militar, a justificativa para tal medida seria o suposto abuso de autoridade por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo eleitoral. Nesse contexto, Bolsonaro teria sido prejudicado, enquanto o então candidato à presidência, Lula, teria sido favorecido. Após as eleições, Cid trocou mensagens com outros militares, incluindo o coronel Jean Lawand Júnior, oficial do Exército, que encorajou o ex-ajudante de ordens a prosseguir com o plano. Cid afirmou que Bolsonaro não daria ordens ao Exército e nem mesmo assinaria qualquer intervenção militar.

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Em 1º de dezembro de 2022, Jean escreveu: “Pelo amor de Deus, que ele dê a ordem. O povo está com ele, cara. Se os caras não cumprirem, problema deles. Acaba o Exército se eles não cumprirem a ordem do ‘comandante supremo’. Faz alguma coisa, Cidão [Cid]. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder, vai ser preso. E, o pior, na Papuda. Não podemos ser racionais, é emotivo.”

O relatório da PF sobre Mauro Cid e a intervenção militar se baseou na análise dos telefones de Cid, sua esposa Gabriela Santiago Cid e Luis Marcos dos Reis, militar que trabalhou com Bolsonaro. A polícia realizou uma operação relacionada a fraudes em carteiras de vacinação no momento em que teve acesso aos dispositivos.

Inicialmente, a revista Veja publicou uma reportagem detalhando o plano elaborado por Cid, e a Oeste teve acesso aos documentos que descreviam a instalação de um estado de sítio, a destituição dos ministros do STF e do TSE, e a nomeação de um “interventor”.

Conforme a PF, o documento “final” foi elaborado por Cid após extensas pesquisas. O ex-ajudante de ordens possuía um questionário respondido pelo jurista Ives Gandra Martins, datado de 2017, no qual as perguntas foram elaboradas pelo major Fabiano da Silva Carvalho, além de outros três textos que explicavam os aspectos constituintes da Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

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Cid mencionou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que ele não poderia ter presidido o TSE devido à sua relação de longa data com o então candidato à vice-presidência, Geraldo Alckmin.

O documento de Cid declara: “Afinal, diante de todo o exposto e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de sítio; e, como ato contínuo, decreto Operação de Garantia da Lei e da Ordem”.

Outro documento encontrado pela PF detalha os passos necessários para que as Forças Armadas assumam como “Poder Moderador”. Três textos teriam sido compartilhados pelo tenente-coronel Marcelo Haddad, ex-comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro.

Esses documentos serviriam como suporte para um plano de implementação da GLO, o que abriria caminho para que o Exército assumisse temporariamente o controle do Brasil.

Os arquivos foram enviados por Marcelo em uma conversa pelo WhatsApp com Cid em 16 de novembro de 2022, duas semanas após o segundo turno das eleições. Segundo o plano, Bolsonaro teria que apontar supostas inconstitucionalidades do Judiciário aos comandantes das Forças Armadas.
Redação AM POST

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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