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Rússia reforça arsenal nuclear com 40 mísseis intercontinentais e gera reação de EUA e Otan

Por Hugo Guimarães

17/06/2015 às 05:37 - Atualizado em 17/06/2015 às 05:42

MOSCOU — A Rússia decidiu reforçar seu arsenal nuclear até o final do ano com 40 novos mísseis balísticos intercontinentais, descritos como “capazes de superar sistemas de defesa mais avançados”. O anúncio, feito pelo presidente Vladimir Putin nesta terça-feira, veio depois de os Estados Unidos informarem que pretendem instalar armamento pesado no Leste da Europa, e evidencia a tensão crescente desde o conflito na Ucrânia. A Otan classificou as declarações de “perigosas e injustificadas”, assim como os EUA.

— Este ano, mais de 40 novos mísseis balísticos intercontinentais capazes de superar os sistemas de defesa antiaérea mais sofisticados serão posicionados pelas forças nucleares russas — disse o presidente em um discurso durante uma feira militar e de armas em Moscou.

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Putin ressaltou que as forças militares russas estão recebendo uma série de armas novas, incluindo tanques e outros veículos blindados, que foram apresentados para o público durante um desfile militar no mês passado na Praça Vermelha. Um radar de alerta de longo alcance também começou a ser testado pelos soldados.

Para o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, as declarações do presidente russo são “ameaças nucleares injustificadas, desestabilizadoras e perigosas”.

— Creio que o anúncio do presidente Putin confirma o comportamento da Rússia dos últimos tempos. Vimos que a Rússia está investindo mas em gastos de Defesa em geral, em particular na capacidade nuclear — disse Stoltenberg em coletiva de imprensa organizada depois de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Bruxelas.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que a decisão de Putin contradiz o acordo contra armas nucleares nos antigos territórios soviéticos.

— Pode ser a postura deles diante das negociações por conta de suas preocupações, principalmente por conta das manobras militares da própria Otan. Mas ninguém deveria ter de ouvir este tipo de anúncio do líder de um país poderoso sem ficar preocupado com o que isto implica.

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TENSÃO

No sábado, a imprensa americana noticiou os planos dos EUA para posicionar tanques e armamentos pesados em países da Otan ao longo da fronteira russa, incluindo nos Estados bálticos que no passado fizeram parte da União Soviética. Essa é a manobra americana mais agressiva na região desde a Guerra Fria.

As autoridades em Moscou repudiaram a medida na segunda-feira e alertaram que a Rússia iria retaliar se os EUA insistissem em levar o plano adiante. O ministério das Relações Exteriores russo ainda acusou o governo americano de alimentar a tensão e os medos de seus aliados e de usar o conflito para expandir sua presença militar na Europa.

— O sentimento é que os nossos colegas da Otan estão nos levando para uma corrida armamentista — disse o vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, citado pela agência RIA.

A tensão entre a Rússia e as potências ocidentais reacenderam diante do papel de Moscou na crise na Ucrânia. O governo russo é acusado de apoiar os separatistas que lutam contra as forças de Kiev. Os rebeldes já tomaram uma grande parte do Leste do país depois que a Rússia anexou a Crimeia no início de 2014.

Em represália, o Ocidente, liderado pela União Europeia e os Estados Unidos, impuseram sanções econômicas punitivas à Rússia.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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