Voa Brasil não vai acontecer por inadimplência do governo, dizem executivos de aéreas
A previsão inicial de lançamento do programa era para o dia 5 de fevereiro.
O aguardado programa “Voa Brasil”, que prometia oferecer passagens aéreas com um valor máximo de R$ 200, não sairá do papel. A informação, divulgada pela Revista Oeste e confirmada pelo ClickPB, aponta que a mudança de planos se deve a problemas de agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O programa estava previsto para oferecer passagens aéreas acessíveis para determinadas categorias de pessoas que não haviam viajado nos últimos meses. No entanto, conforme relatos de executivos de companhias aéreas publicados pela Revista Oeste, a iniciativa tornou-se economicamente inviável diante de questões como o preço do querosene de aviação (QAV), dificuldades de acesso ao crédito para as empresas e o excesso de processos judiciais enfrentados pelas companhias.
A previsão inicial de lançamento do programa era para o dia 5 de fevereiro. Nos bastidores, o Governo Federal e o setor de aviação estavam em busca de alterações nas condições de preço do QAV, visando reduzir os custos operacionais e, consequentemente, o valor das passagens aéreas.
Uma reunião prevista para o dia 1º de fevereiro entre representantes do governo, Petrobras e companhias aéreas para discutir possíveis mudanças nas condições do preço do QAV foi cancelada, como informou O Antagonista. Nos bastidores, discute-se uma ajuda financeira de aproximadamente 5,5 bilhões de reais para as companhias aéreas, utilizando o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como garantia de empréstimos a serem concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O aumento nos preços das passagens aéreas em 2023, registrando uma alta de 48,11% no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), também contribuiu para as discussões sobre medidas para redução dos preços. O presidente Lula tem sido um dos principais defensores dessas iniciativas, buscando medidas que possam aliviar o bolso dos brasileiros nas viagens aéreas.
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